Um conselho: nunca comecem uma conversa com a frase "Tenho uma coisa para te dizer". Chegámos a um ponto na vida em que estas palavras só podem significar uma coisa!
E para que se saiba, a novidade resultou numa non conversation entre duas mulheres adultas:
"Estou?"
"VAMOS SER TIAS!!!"
(risos que oscilam entre o histérico e o assustador)
Os meus liiindos quadros! Começa agora a grande luta para tentar escolher molduras e o local para os pendurar. Para não falar dos outros quadros que ainda estão na cesta à espera do mesmo destino.
(Esta é a gata maluca do papai. Gosta de se deslocar agarrada às pernas de qualquer pessoa. O que causa alguma dor... e sangue... e gritos... já mencionei a dor?)
Tia, este post é para ti. Apresento-te a minha casa. Clicando nas fotos, elas ficam maiores. Esta é a sala. Quer dizer, parte da sala. A zona da mesa de jantar continua imaculadamente vazia. Não há forma de os marroquinos se despacharem a fazer a mesa. Continuo sem saber se a mesa virá em bordeaux ou verde. Quando chegar - as últimas previsões apontam lá para meados destes mês - será uma surpresa. A coisa estranha que está à esquerda é um cavalete, para o qual ainda não comprei tela nem tinta... ando com preguiça...
Aqui à direita temos o meu electroméstico favorito: o microondas. Se parece familiar... é porque é o da casa da mamã. Foi gentilmente cedido.
Aqui, temos a frente do frigorífico. A maioria dos imans são vacas. Já tive a mania de querer tudo com vacas. Rapidamente a perdi quando reparei que toda a gente fazia questão de me oferecer vacas a torto e a direito. Mas estas sou incapaz de lhes dar o mesmo destino que às outras... que estão carinhosamente guardadas... cof cof...
A visita acaba aqui porque o quarto e a casa de banho não estão exactamente em estado "fotografável". Prometo que em breve teremos mais imagens.
"Então que tal se está a dar aqui no bairro?" "Estou a adorar embora passe muito tempo fora..." "Sabe quem é que também mora aqui? O Tiago." "Não sei quem..." "Quer dizer, não é ele, é a namorada dele. Mas ele passa todos os dias aqui às 8h30"
Entra nova personagem, que até ao momento se manteve silenciosa no outro lado do balcão.
"Ah pois é! A namorada dele é que é daqui do bairro! Mas ele na terça-feira não esteve cá! "Deve ter estado em estágio!" "Mas quem é o Tia.." "Devia ter treinado mais porque ontem não defendeu todos." "Ora essa! Defendeu sim!" "Olhe que não!" "Ó'messa! Mas não entrou nenhum!" " cof...cof... então quanto lhe devo pelo café?..." "Aquele último penálti já foi à barra." "Se não tivesse sido ele, tinham perdido!" "Podiam ter feito melhor!" "Fizeram melhor que o Porto!"
Saída de cena com um breve e ligeiramente audível "até logo" porque a conversa não era comigo.
Cheguei à conclusão que se tratava de um guarda-redes da minha muy nobre equipa de futebol. Só me resta conseguir identificá-lo na rua, às 8h30 da manhã, e perguntar "Então e a namorada, está boazinha?"
What Alice in Wonderland Character Are You? You are The Cheshire Cat A huge grin constantly plastered upon your face, you never cease to amuse. You are completely confusing and contradictory to most everyone.
But I don't want to go among mad people," Alice remarked. "Oh, you can't help that," said the Cat: "We're all mad here. I'm mad. You're mad." "How do you know I'm mad?" said Alice. "You must be," said the Cat, "or you wouldn't have come here." Alice didn't think that proved it at all: however she went on. "And how do you know that you're mad?" "To begin with," said the Cat, "a dog's not mad. You grant that?" "I suppose so," said Alice "Well, then, " the Cat went on, "you see a dog growls when it's angry, and wags its tail when it's pleased. Now I growl when I'm pleased, and wag my tail when I'm angry. Therefore I'm mad."
Para quem sempre teve o sonho de prosseguir uma carreira em design de interiores, esta notícia é uma boa notícia! Não fosse a maldita da geometria descritiva... ver em perspectiva, até via. Pegar no esquadro e naquela coisinha redonda que parece uma baliza, isso é que era difícil!
A Moooi vai finalmente abrir uma loja em Lisboa. Design, design e mais design.
Um prémio para quem reconhecer o sofá aqui do lado.
Apesar do desconcerto inicial do registo - surgem na cabeça vozes arrancadas de telenovelas e é impossível "desgrudar" - foram ambas leituras muito interessantes!
A "Estação Carandiru" revelou-se menos traumática do que esperava. Talvez por saber que o filme foi uma chapada de realidade, pensei que o mesmo acontecesse com o livro. Medo infundado. O livro é um repositório de episódios da vida na prisão de Carandiru, expondo uma intrintacada teia social, regida por valores e regras muito mais rigorosas do que as que existem no "mundo exterior".
Depois do peso desta leitura, seguiu-se uma mais ligeira e cómica. Do início ao fim em uma hora e meia com "Os Normais" da Fernanda Young. Não dá para descrever. Quem quiser, que peça o livro. Terei todo o gosto em emprestar!
Está mudado o visual desta humilde casa. Depois de muito escolher e experimentar, eis o novo look. Mas como geralmente o que por aqui se faz, nunca corre tal e qual como pretedido... pois que desapareceram as ligações com o restante mundo! Tentarei recuperá-las... devagarinho...
... mantém-se a tendência de tirar fotografias a cair para os lados...
Para que fique esclarecido, o aniversário já foi a 20 de Agosto mas foi difícil arranjar fotografias que ilustrassem o passar dos anos. E considerando que, em vez de abrir, tranquei a porta do móvel onde estava o espólio fotográfico da família e, ao mesmo tempo, parti o raio da chave, não me restou outra opção senão reutilizar uma fotografia de bebé já aqui exibida!
You belong in London, but you belong in many cities... Hong Kong, San Francisco, Sidney. You fit in almost anywhere. And London is diverse and international enough to satisfy many of your tastes. From curry to Shakespeare, London (almost) has it all!
sabem aquelas notícias que quando são dadas são simpáticas mas, de repente, assemelham-se a um balde de água fria e, de um momento para o outro, temos a maior clareza de espírito dos últimos séculos e balbucionamos baixinho para que ninguém ouça um impropério estrangeiro, ao jeito de auto-repreensão ofensiva e injuriosa?
Ah pois é! Eu sei do que se trata.
Mas como é suposto aguentarmos o desarranjo emocional? Resta-me ouvir isto porque a mesma pergunta não me sai da cabeça...
Este senhor faz coisas muito bonitas. Gosto das ilustrações. Um ponto interessante é que frequentemente faz pedidos de páginas antigas e envelhecidas - livros velhos, postais, fotografias - para as suas obras....
- Vai precisar de duas buchas, uma torneira, cinco metros de tubo de extracção... - Então e preço? Isso tudo é serviço para que valor? Mais ou menos? - Bem, nós aqui para a Malta do Bairro não cobramos deslocação...
Retive o débito na conta mas o que ficou gravado foi saber que já faço parte do Bairro!